segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Uma cerveja e a certeza de algo




Então Daniel cruzou o salão, sentou-se em uma mesa junto à janela, que fazia frente com a rua e pediu uma cerveja. Ele também se achava grande coisa, no entanto, se sua mãe aparecesse ali ele se cagaria nas calças. Ele não podia vacilar senão os seus velhos lhe arrancariam o couro e os ossos. Morar com os pais quando se é um homem feito é insuportável e, muitas vezes, humilhante. Ainda mais para um aspirante a alcoólatra.
E ele bebia sua cerveja imaginando, temeroso, se seus pais desconfiariam de seu estado sóbrio. Talvez seus pais lhe cheirassem a boca como tantas vezes já fizeram. Ele tinha 21 anos e desejava morar sozinho. Mas para isso se era necessário arrumar um emprego e Daniel odiava trabalho e convívio humano.
A cerveja despediu-se. Daniel enfiou as mãos nos bolsos. Estava liso. Nem umas moedinhas sequer para um trago de cachaça vagabunda.
Definitivamente ele precisava arrumar um emprego. E isso o atormentava.

4 comentários:

Extase disse...

vais escrever mais sobre o Daniel?
onde ele mora, como ele é?

Anne disse...

Adorei, mas pelo jeito a vida do Daniel não está muito boa...ô coisa complicada. Vai ter continuação? Quero saber no que ele vai trabalhar...rs

Abraços

Walter Rodrigues disse...

Olá, anne. Daniel irá conseguir um emprego sim. Mas isso acontecerá num romance q está sendo concluído.
Abraços.

Raphael Costa disse...

Po, to gostando muito de ler sobre esse cara, que infelizmente, ou felizmente...não sei...às vezes se parece muito comigo.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
:)
Abraços

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